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Dyl Pires


Institucionalizaram A Máscara pelas redes sociais da vida. A Máscara institucionalizada reivindica grandes causas, faz grandes chamamentos! Afinal, grandes causas necessitam de devidas corporeidades! Mas seguir as orientações do cacique e os diagnósticos do pajé, sempre teve lá suas coerências, pois, a negociação com o invisível sempre foi uma aposta humana desde as cavernas; agora, a negociação c...om A Máscara, EDITORA DO INVISÍVEL, causa no mínimo, estranheza! Uma estranheza que me parece não estar sendo levada em consideração pelo minado campo de pessoas "críticas" que por aqui vivem a defender os quintais temáticos das suas lutas, das suas idiossincrasias, das suas fés. E viram quase fãs! E apostam, e atestam credibilidade À Máscara que jamais vão experimentar, que jamais vão vivenciar (condição sine qua non; desculpem o palavrão!)! E chegam mesmo a afirmar que A Máscara da geografia X é mais digna de crédito; já A Máscara da geografia Z, não vale tanto a pena. As razões da A Máscara de ser EDITORA DO INVISÍVEL, estão todas lá e também na ponta da língua de todas as plausíveis razões oroboros. Eu continuo espiando daqui da minha janela o bem ti vi matinal, e conversando com aquela senhora, moradora em situação de rua, que continua cozinhando a sua sopa de repolho em plena Praça Roosevelt e também com a senhora octogenária de hábitos humildes e simples para quem eu não soube responder o que era a internet. Eu sou um Z... ilusão pouca, é bobagem!

Escrito por Dyl Pires às 14h55
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Escrito por Dyl Pires às 07h06
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ESTREIA DIA 02 DE MARÇO, ESPAÇO DOS SATYROS I, 23H59



Escrito por Dyl Pires às 00h39
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praça do relógio (para Cléo de Páris)

 o que espiam os ponteiros do relógio nos galhos tombados? o tempo é um espantalho espreguiçando no escuro canto do pássaro pernudo. a primavera é uma chuva triste. flores. flores. tempestade amarela habitando o susto. naquele dia a vi envelhecendo pelas frestas do silêncio austero. logo depois subi na árvore e desenhei a noite com a luz de um palito de fósforo. a um canto da noite um avião de papel me fazia advinhar a frágil espera. dois melancólicos só se encontram para desnudarem a intimidade das delicadezas perdidas

 

 

 



Escrito por Dyl Pires às 21h58
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Escrito por Dyl Pires às 21h46
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os dois gatos estão se lambendo na janela do oitavo andar. às vezes param e olham pra baixo. o céu está maravilhosamente azul. é sexta feira! a avenida lá embaixo é um desfile de calças legging e engravatados. uma breve descida e um sopro indistinto de perfume, suor e cigarro te enlaça como um cachecol. é o cheiro do meio dia abrindo alguma coisa de sexual nas narinas. as pernas velozes não cessam de ir e vir. da consolação se vai ao paraíso. os gatos na janela do oitavo andar continuam se lambendo. os carros estão parados. as buzinas altas. no meio da avenida há um papai noel tocando sax! moradores em situação de rua promovem verdadeiros happennings em meio ao trânsito babélico! e me pergunto o que deve ser alguém que não atende mais a um simples "Psiu!" isso ultrapassa o sentido da representação! o país está de luto oficial por 7 dias. oscar niemeyer se foi. ferreira gullar diz que oscar falou que a beleza é leve, fala isso sorrindo. digo, o poeta, não o arquiteto! os dois gatos na janela do oitavo andar continuam se lambendo. às vezes a avenida é um cartão postal da ausência. às vezes.


Escrito por Dyl Pires às 17h06
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o oscar niemeyer se foi. e eu fico imaginando como deve se sentir o Ferrreira Gullar, olhando para aquele disco voador no espaço da baia de guanabara, e pensando que o último dos seus se foi. e que bem próximo a sua janela na duvivier está o mar, e que dentro da sua sala está o gatinho, e que se ele abrir a porta da sala se depara com a porta da sala da cláudia ahimsa. eu fico imaginando essas pequenas coisas, aquele poema sobre a morte, sobre morrer no Rio de Janeiro. uma cidade boa para se "morrer". eu fico imaginando essas pequenas coisas diante da minha xícara de café. sozinho.



Escrito por Dyl Pires às 21h36
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a vi como a velhice dos telhados que exibe a manhã-cadáver de toda solidão

as sobrancelhas eram misteriosas formigas encalhadas sobre os olhos

 



Escrito por Dyl Pires às 00h48
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tinha mirado uma urgência
revisitar o primeiro abraço
e assim tocar a delicadeza perdida
como um rio
que não parou
de se esticar



Escrito por Dyl Pires às 11h17
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a natureza está saindo de dentro

último reduto dela



Escrito por Dyl Pires às 13h08
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eu não soube explicar para uma senhora de 77 anos, de roupas humildes e fala simples, o que era a internet. o seu olhar doce-perdido me fez descobrir outro tipo de tristeza.



Escrito por Dyl Pires às 23h47
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as lembranças também param diante do sinal fechado. as pessoas esperam o trem com o olhar enterrado em alguma bola colorida de natal. uma borboleta há dias está pousada no corredor de um prédio antigo. há embrulhos humanos espalhados pelos canteiros da cidade. no contato com a grama advinham o outono que se aproxima. dois homens passam de mãos dadas. os policais cochicham e sorriem. uma senhora elegante desce do táxi e se dirige à portaria do seu condominio. ela me faz pensar que a velhice nas construções verticais é como uma árvore que galha dentro de uma garrafa de vidro.



Escrito por Dyl Pires às 15h58
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Avenida Paulista

ela tinha uma cachorrinha chamada psicanálise
ele tinha um gatinho chamado teatro
 


Escrito por Dyl Pires às 10h19
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escrevo pra ninguém



Escrito por Dyl Pires às 15h51
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o autor dos poemas de "Atrás da Vidraça" veio me ver. deixou um exemplar autografado. depois uma bela revelação: "estou indo entrevistar manoel de barros". fiquei feliz, pois sei que ele vai fazer um bom trabalho a exemplo do que fez com Gullar; logo depois, quando se foi, me pus a pensar: como deve estar bernardo, seu alter ego??!! o poeta do Pantanal está quase totalmente surdo, quase totalmente cego, perdeu um filho e está com outro acamado. "só uma alma atormentada para trazer pra voz um formato de pássaro".



Escrito por Dyl Pires às 10h41
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