Avenida Paulista
ela tinha uma cachorrinha chamada psicanálise ele tinha um gatinho chamado teatro
Escrito por Dyl Pires às 10h19
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escrevo pra ninguém
Escrito por Dyl Pires às 15h51
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o autor dos poemas de "Atrás da Vidraça" veio me ver. deixou um exemplar autografado. depois uma bela revelação: "estou indo entrevistar manoel de barros". fiquei feliz, pois sei que ele vai fazer um bom trabalho a exemplo do que fez com Gullar; logo depois, quando se foi, me pus a pensar: como deve estar bernardo, seu alter ego??!! o poeta do Pantanal está quase totalmente surdo, quase totalmente cego, perdeu um filho e está com outro acamado. "só uma alma atormentada para trazer pra voz um formato de pássaro".
Escrito por Dyl Pires às 10h41
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Nada mais patético: frases de grandes pensadores ditas como pensamento do dia em programas televisivos de culinária. é a vida! e não é bonita, e não é bonita!
Escrito por Dyl Pires às 15h47
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12 de dezembro/ aniversário de Jorgeane!
nos ENCONTRAMOS nessa imensa roda. acho que se somássemos tudo daria um filme absurdo ou circense. mas a sombra do humano nos perseguiu tanto, e apesar da sua mãe aparecer em sonho para nos alertar, e por mais que tentássemos, não conseguimos nos afastar da luz. no fundo ninguém consegue-consegue! joroba, depois de um tempo a memória torna-se um grande par de olhos pousando sobre as pessoas, sobre o tempo, sobre as coisas; e nisso reside a violência de estar vivo. nos esgotamos de procurar na vida e começamos a nos limitar ao compartimento vasto, mas por vezes estreito da memória. vasculhando um pouco nestas últimas 24h descobri uma dedicatória de 6 anos no "Lygia Clark Hélio Oiticica Cartas 1964-1974", que dizia" te saber existente me é essencial". te devolvo agora: TE SABER EXISTENTE ME É ESSENCIAL! um eco pomposo da tua voz e presença me acompanha os passos sempre e pra sempre. Parabéns! te amo.
Escrito por Dyl Pires às 23h50
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o passeio com o cão deixou de ser uma simples alegria no dia em que decidimos colocar a solidão na coleira
Escrito por Dyl Pires às 23h43
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até o fim tudo será sempre um aprendizado. aos 41 anos, saudades é o que eu mais sinto hoje em dia!
Escrito por Dyl Pires às 23h40
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POESIA E ARTES PLÁSTICAS NA ILHA!

Escrito por Dyl Pires às 23h39
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O Palhaço
quando o silêncio é uma tristeza de circo ainda que se ria só há a piscina vazia da última alegria
Escrito por Dyl Pires às 17h40
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toda sensibilidade é uma queixa contra o mundo.
Escrito por Dyl Pires às 22h07
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a mão do invisível é uma lingua de gato que passeia pelos olhos e move dentro os escuros.
Escrito por Dyl Pires às 12h14
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"Se eu me perder me perdoa".
Escrito por Dyl Pires às 13h17
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Em dias de chuva o que fazem os mortos? O que são as pessoas trancadas em seu silêncio? O que se deseja quando se guarda as vésperas dos dias que não existiram? O que é o ir e vir? O que estão construindo aqueles que martelam o nada a vida inteira? Que tempo assistirá ao silêncio póstumo em que não caberei? Na ante véspera da primeira angústia o que houve? O que é uma delicadeza perdida? 0 que é uma alegria dada pelo imposssível? Quando com o sol meio escondido o vento é uma pergunta no rosto? Quando o desassossego é um enigma insuspeito? Por que ser perdoado para mais uma noite excita a infância de mais uma queda? Por que só os tristes podem ser alegres? Quando o desencanto é um pensamento concluso? No seu calendário de datas invisíveis hoje é dia de que? Por que o ao redor é uma entidade que possui a delicadeza dos fones de ouvido? Por que o domingo é um não dia? O que se quer quando se deposita esperança naquilo que não se fixa no tempo? Quando eu vinho de onde eu venho? Por que o sentimento em relação à arte não ultrapassou a imagem de um pinguin de geladeira? O que é um encontro que não cabe numa data?
Escrito por Dyl Pires às 12h30
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Por causa do comentário de Jorgeane, há dias no facebook
Acho que a arte perdeu o sentido da “suspensão”. A condição do “espanto” sempre me pareceu o que possibilitava sermos tocados individualmente e automaticamente revertermos isso para o coletivo. Ela se tornou somente “FORMA” de uma ilusão va ...zia que nos roubou de vez o bem ESPIRITUAL de estarmos inquietos tanto com as coisas da ordem do ordinário como do extraordinário. Por isso, penso que até um vento na cara me diz que a vida já é uma memória. Não sei, não sei, mas... me incomoda muito que as pessoas não estranhem que não há nenhuma diferença entre o CQC e o PÂNICO, por exemplo! Que um é escracho e o outro pousa de não ser! Que esta enxurrada de cantoras que surgiram no cenário nacional não consegue reinventar nossas emoções perante o que produzem. Não que tenham esta obrigação! E muitos menos que não sejam ótimas cantoras, intérpretes! Mas é engraçado, porque sempre nos quiseram fazer perceber CULTURA e ARTE como uma coisa só; quando arte sempre foi aquela parte da cultura que servia pra dar rasteira na própria cultura. Mas agora numa época em que nada se “reenraiza”, a arte está mais de acordo com este vazio esvaziado de si. Saca?!! O vazio não tem mais como se reivindicar enquanto tal! Por isso é que a poesia e o teatro descem suaves pelo mundo contemporâneo adentro, e quando a coisa pesa um pouco mais sempre tem um pra reivindicar o caráter fictício de ambas! Poesia e teatro, por exemplo, não interessam mais a ninguém, mesmo a quem por elas demonstram interesse! Mas o número de pessoas interessadas em arte aumentou! Sim, é verdade! AUMENTOU. No fundo esta é a questão! Não há mais como reivindicarmos o que não se sabe mais reivindicado em si mesmo! O fenômeno se deu de fora pra fora, se é que me entendem! O escroto é que alimentamos a idéia de demarcar atitude, postura, crente que ainda verdadeiramente estamos refletindo (COMO O QUE ACHO QUE FAÇO AGORA. ACHO.). Porque as pessoas ficaram ensimesmadas do seu olhar, da sua opinião, da sua maneira pessoal, a tal ponto que de forma silenciosa se negaram a continuar vendo os pés em falso que nenhuma terapia, tecnologia ou cosmética, pôde extirpar. Entretanto, continuam entronizando o olhar que arremessam sobre o mundo; se não mais em caráter universal, agora no mais que pessoal: em forma de delicadezas, suavidades e amabilidades, benevolência, altruísmo virtual (o facebook que o diga!). Por incrível que pareça acho que as pessoas escolheram uma péssima época pra acreditarem em si. A ironia como metáfora do mundo contemporâneo esqueceu de rir de si mesma!
Escrito por Dyl Pires às 11h56
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As 14 enquetes de 2011 em dias de chuva o que fazem os mortos? o que são as pessoas trancadas em seu silêncio? o que se deseja quando se guarda as vésperas dos dias que não existiram? o que é o ir e vir? o que estào construindo aqueles que martelam o nada a vida inteira? que tempo assistirá ao silêncio póstumo em que não caberei? na ante véspera da primeira angústia o que houve? o que é uma delicadeza perdida? o que é uma alegria dada pelo imposssível? quando com o sol meio escondido o vento é uma pergunta no rosto? quando o desassossego é um enigma insuspeito? porque ser perdoado para mais uma noite excita a infância de mais uma queda? por que só os tristes podem ser alegres? quando o desencanto é um pensamento concluso?
Escrito por Dyl Pires às 10h07
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