a mãe tem anotado num caderno um verso de Jorge Luís Borges


A quem interessar possa

Amanhã, 1 de julho apresento o espetáculo NÓS O FRAGMENTO QUE NOS RESTA- AEDEM, da Cia Nós 5 de Teatro, 19h, Centro de Ciências Humanas-CCH, UFMA. No dia 3 de julho é a defesa do TCC: O crítico pós-dramático: um olhar de cumplicidade a partir da crítica teatral brasileira em Nós, o fragmento que nos resta - AEDEM. Local: sala 04, bloco 2, 1° andar. 9h. Que Baco nos abençoe.

                                              Evoééééééé!!!!!!!



 Escrito por Dyl Pires às 16h03 [] [envie esta mensagem] []






trecho da performance medea-louca que ocorre em Nós, o fragmento que nos resta da Cia. Nós 5 de Teatro

François Villon Josef Fritzl Flávia Hann Tainá de Campos

Hamlet Elk Alves Édipo Pedro Henrique Renato Ventura

Mate mate para não estranhar a cria

 

Raskólnikov karamazov Suzane Richthofen

Isabela Nardoni Elektra

Freud matou a familia e foi ao cinema

Mate mate para não estranhar a cria



 Escrito por Dyl Pires às 14h07 [] [envie esta mensagem] []






Nauro Machado/ Noite estrelada

Boa noite foi aquela que Van Gogh

desejou para si mesmo ao final de tudo


como se a fizesse

na primeira paz do último perdão



 Escrito por Dyl Pires às 16h25 [] [envie esta mensagem] []






Poeminha para maria eduarda

trêmulo peixe imaginário

inventando o mar nas mãos de maria eduarda

 

a infância escorrendo como voz de todas as coisas

 

os cabelos acompanhando a pouca idade

lembram parques de diversões

onde o vento peralta empina cambalhotas

 

a assinatura de um prazer infantil

aterrisa como um sol de brinquedo



 Escrito por Dyl Pires às 12h55 [] [envie esta mensagem] []






DIA 1 DE JULHO

 

Nós o Fragmento que nos Resta- AEDEM

                Cia Nós 5 de Teatro


                                  aguardem!!!



 Escrito por Dyl Pires às 10h03 [] [envie esta mensagem] []






arte: natália dione

Recebi email de confirmação da Editora Ética me comunicando a publicação para este ano do livro A Menina de Pé Trocado. Vamos aguardar!!!



 Escrito por Dyl Pires às 17h19 [] [envie esta mensagem] []






Sonho

 

estava deitado no sofá da antiga casa ela surgiu da porta da cozinha caminhou para sala deitou-se ao meu lado trazia nas mãos um livro do Camus sabia das minhas predileções disse que iria passar um filme sobre a obra na tv balbuciei-lhe algo um cheiro de limpo desmanchava-se dos seus cabelos das axilas do  corpo não me contive mencionei que a saudade era uma sombra de fundeza e repentinamente perguntei para onde tinham ido todos os pertencimentos liberdades carícias que ousamos construir ela falou-me baixinho estão lá estão todos lá no Casandeagonhomiti 



 Escrito por Dyl Pires às 13h35 [] [envie esta mensagem] []








 Escrito por Dyl Pires às 17h11 [] [envie esta mensagem] []






nos últimos quinhentos e vinte e oito dias bebi sozinho duzenta e seis vezes. o lugar do desejo nunca fora tão mal frequentado. experimente viver isso numa ilha, e me responda: quem te aquece nos inquietos dias em que nenhum diálogo é possível com o entorno?



 Escrito por Dyl Pires às 17h04 [] [envie esta mensagem] []






Tema da XXVII Bienal de São Paulo e m 2006

Como viver junto



 Escrito por Dyl Pires às 16h38 [] [envie esta mensagem] []






O espólio das inúteis coisas de um poeta:

1. uma caixa de palavras 2. uma flor imaginária manca 3. um gato invisível que ronrona sob a pele 4. uma cadeira vazia numa estrada deserta 5. um eterno brinquedo quebrado 6. um iô-iô de vento 7. uma sombra de lata 8. rodas e pregos tristes 9. um menino triste que parecia um guarda chuva 10. um calendário de datas invisíveis. 11. sapatos de palhaço cuja alegria não tem janela.



 Escrito por Dyl Pires às 09h53 [] [envie esta mensagem] []







A mãe tem anotado num caderno um verso de Jorge Luís Borges. Diz ser sua a escritura que une em uma única linha morte e festa. Nunca suspeitara da existência do bardo dos labirintos, Shakespeare, espelhos, neblina. E como se não bastasse a solicitação de um mesmo ritual para quando do uso das duas mais altas máscaras de partida e chegada, a mãe também está ficando cega.

Os móveis da infância há muito não estão no lugar. A memória não os organiza mais como lembrança. A presença esculpida como um cemitério de gestos e o olho que começa a mancar na escuridão são os dois últimos legados de uma estrada comprida, vista da janela pelo filho, cujo silêncio é um ensaio para outra morte.

http://accel21.mettre-put-idata.over-blog.com/0/00/35/40/portraits2/jorge-luis-borges.jpg

 



 Escrito por Dyl Pires às 17h15 [] [envie esta mensagem] []






Visto da janela do Circular 1 na Ponte do São Francisco

 

                   o mar está à minha frente

                                com seu imenso pescoço agitado

 

temo em pensar que não saberei mais contemplá-lo

                        com os olhos de quem erra como se dentes fossem

                                                                               as artérias do mistério



 Escrito por Dyl Pires às 11h49 [] [envie esta mensagem] []






... que longo caminho. longo. como o longo silêncio dos que desenharam a fundeza de coisas íntimas. e que por tão longo faz o outro duvidar. logo ele. que compõe a imagem deste longo silêncio sem nem sequer suspeitar. triste permanecerei intacto. até que me advinhe no que valha o silêncio. ou morra para sempre o que já se anuncia fantasmagórico.



 Escrito por Dyl Pires às 11h15 [] [envie esta mensagem] []






http://charges.uol.com.br/bobagens/bode.jpg

enfim o bode veio. desde aquele dia no sitio. o sacrificio da origem. o canto sacrifical. o ancestral berrando na carne. foi ontem, 6 de junho. sábado. o espetáculo começou ali. com público e tudo. ave dionisio. ave baco. evoééé!!!



 Escrito por Dyl Pires às 10h09 [] [envie esta mensagem] []




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BRASIL, Nordeste, SAO LUIS, PRAIA GRANDE, Homem, de 36 a 45 anos, Sexo, Arte e cultura, uma boa garrafa de Dão









 
 




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