Um deus caído pode ser qualquer um, um poeta não
há um cachorro noturno
latindo nos meus olhos
murchas sementes de sol
são embaladas como sentença secreta
de lábios a ouvidos
nada mais é dito
a luz é farsa em forma de alarido
poetas não adivinham mais sequer o passado
o servo da complexa trama sempre soube
que inevitavelmente serviria a dois senhores
o mistério que não mais há
girava em torno de saber onde o pacto foi amarrado
tendo o corpo como assombro
a consagrar a morte de tudo
Escrito por dylpires às 10h54
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quando uma frase de J.L.B. detona todo o século XXI
uma breve visita.
como um vulto de pássaro sobre o telhado
as mobílias do interior desapareceram.
isso. sorria.
mas a diária conversa com o invisível
não restitue mais a perda de uma coisa infinita.
talvez o brincar de ser do existir
retorne a aparição de antes.
torça.
não lhe resta outra coisa.
Escrito por dylpires às 17h29
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