a mãe tem anotado num caderno um verso de Jorge Luís Borges


Poeminha para maria eduarda

trêmulo peixe imaginário

inventando o mar nas mãos de maria eduarda

 

a infância escorrendo como voz de todas as coisas

 

os cabelos acompanhando a pouca idade

lembram parques de diversões

onde o vento peralta empina cambalhotas

 

a assinatura de um prazer infantil

aterrisa como um sol de brinquedo



 Escrito por Dyl Pires às 12h55 [] [envie esta mensagem] []






DIA 1 DE JULHO

 

Nós o Fragmento que nos Resta- AEDEM

                Cia Nós 5 de Teatro


                                  aguardem!!!



 Escrito por Dyl Pires às 10h03 [] [envie esta mensagem] []






arte: natália dione

Recebi email de confirmação da Editora Ética me comunicando a publicação para este ano do livro A Menina de Pé Trocado. Vamos aguardar!!!



 Escrito por Dyl Pires às 17h19 [] [envie esta mensagem] []






Sonho

 

estava deitado no sofá da antiga casa ela surgiu da porta da cozinha caminhou para sala deitou-se ao meu lado trazia nas mãos um livro do Camus sabia das minhas predileções disse que iria passar um filme sobre a obra na tv balbuciei-lhe algo um cheiro de limpo desmanchava-se dos seus cabelos das axilas do  corpo não me contive mencionei que a saudade era uma sombra de fundeza e repentinamente perguntei para onde tinham ido todos os pertencimentos liberdades carícias que ousamos construir ela falou-me baixinho estão lá estão todos lá no Casandeagonhomiti 



 Escrito por Dyl Pires às 13h35 [] [envie esta mensagem] []








 Escrito por Dyl Pires às 17h11 [] [envie esta mensagem] []






nos últimos quinhentos e vinte e oito dias bebi sozinho duzenta e seis vezes. o lugar do desejo nunca fora tão mal frequentado. experimente viver isso numa ilha, e me responda: quem te aquece nos inquietos dias em que nenhum diálogo é possível com o entorno?



 Escrito por Dyl Pires às 17h04 [] [envie esta mensagem] []






Tema da XXVII Bienal de São Paulo e m 2006

Como viver junto



 Escrito por Dyl Pires às 16h38 [] [envie esta mensagem] []






O espólio das inúteis coisas de um poeta:

1. uma caixa de palavras 2. uma flor imaginária manca 3. um gato invisível que ronrona sob a pele 4. uma cadeira vazia numa estrada deserta 5. um eterno brinquedo quebrado 6. um iô-iô de vento 7. uma sombra de lata 8. rodas e pregos tristes 9. um menino triste que parecia um guarda chuva 10. um calendário de datas invisíveis. 11. sapatos de palhaço cuja alegria não tem janela.



 Escrito por Dyl Pires às 09h53 [] [envie esta mensagem] []




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