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Dyl Pires


os dois gatos estão se lambendo na janela do oitavo andar. às vezes param e olham pra baixo. o céu está maravilhosamente azul. é sexta feira! a avenida lá embaixo é um desfile de calças legging e engravatados. uma breve descida e um sopro indistinto de perfume, suor e cigarro te enlaça como um cachecol. é o cheiro do meio dia abrindo alguma coisa de sexual nas narinas. as pernas velozes não cessam de ir e vir. da consolação se vai ao paraíso. os gatos na janela do oitavo andar continuam se lambendo. os carros estão parados. as buzinas altas. no meio da avenida há um papai noel tocando sax! moradores em situação de rua promovem verdadeiros happennings em meio ao trânsito babélico! e me pergunto o que deve ser alguém que não atende mais a um simples "Psiu!" isso ultrapassa o sentido da representação! o país está de luto oficial por 7 dias. oscar niemeyer se foi. ferreira gullar diz que oscar falou que a beleza é leve, fala isso sorrindo. digo, o poeta, não o arquiteto! os dois gatos na janela do oitavo andar continuam se lambendo. às vezes a avenida é um cartão postal da ausência. às vezes.


Escrito por Dyl Pires às 17h06
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o oscar niemeyer se foi. e eu fico imaginando como deve se sentir o Ferrreira Gullar, olhando para aquele disco voador no espaço da baia de guanabara, e pensando que o último dos seus se foi. e que bem próximo a sua janela na duvivier está o mar, e que dentro da sua sala está o gatinho, e que se ele abrir a porta da sala se depara com a porta da sala da cláudia ahimsa. eu fico imaginando essas pequenas coisas, aquele poema sobre a morte, sobre morrer no Rio de Janeiro. uma cidade boa para se "morrer". eu fico imaginando essas pequenas coisas diante da minha xícara de café. sozinho.



Escrito por Dyl Pires às 21h36
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